quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Acidificação dos Oceanos: verdadeiro ou falso?


Atualmente, vários textos na internet estão afirmando que o aumento das emissões antrópicas de dióxido de carbono é responsável pela elevação da temperatura global e pela acidificação dos oceanos, provocando também a elevação da temperatura da água e culminando na perda de importantes ecossistemas marinhos.
Existe uma relação direta entre a concentração do CO2 na atmosfera e o carbono dissolvido nos oceanos.  Porém, o carbono dissolvido nos oceanos entra na cadeia trófica através da fotossíntese das algas onde parte volta para o ciclo através da respiração e parte se perde para o fundo dos oceanos através da sedimentação. 


A capacidade dos oceanos de reter carbono depende da temperatura das águas.  Assim como um refrigerante quente perde o gás mais rápido que um refrigerante gelado, as águas frias também possuem uma maior capacidade de reter CO2.  Isso explica porque o Oceano Antártico é reconhecidamente uma região com altos níveis de matéria orgânica. 
Considerando as dimensões dos oceanos podemos imaginar que os mesmos são um imenso reservatório de gás carbônico. Porém a complexidade das interações entre os diversos fatores são tantas que atualmente não temos condições de avaliar o que realmente está acontecendo.  O problema é que a maioria das publicações disponíveis na internet são sensacionalistas e reducionistas.
Uma matéria no site mundo sustentável diz: “A acidificação dos oceanos, causada pelo acúmulo de CO2, e a elevação da temperatura da água já estão determinando perdas importantes nos ecossistemas marinhos”. É um pouco estranha esta afirmação, não é? Cadê a fonte do estudo?
Em outra matéria, publicada no site Instituto Carbono Brasil, li que a acidificação dos oceanos deixaria de produzir dimetilssulfeto, um dos componentes para a formação de nuvens. Hã!?!? Quer dizer que não vai ter mais nuvens!?!?
Pesquisas ainda estão sendo realizadas para avaliar quanto de carbono pode ser sequestrado sem prejudicar o ecossistema marinho.  Portanto, atualmente, qualquer afirmação a respeito do tema não passa de mera especulação. 

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Panorama dos Resíduos Sólidos em 2012


O Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil é um documento que foi criado com o objetivo de facilitar o acesso da sociedade em geral e o governo nas suas diferentes esferas permitindo uma visão geral do problema representado pelos resíduos sólidos no país.
O levantamento de dados deu-se exclusivamente por pesquisas diretas realizadas pela ABRELPE (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) junto aos Municípios com a aplicação de um questionário. Foram pesquisados 401 municípios no total, sendo 63 da região Sul.
A geração de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) no Brasil cresceu 1,3%, de 2011 para 2012, índice que é superior à taxa de crescimento populacional urbano no país no período, que foi de 0,9%. Houve também um aumento de 1,9% na quantidade de RSU coletados em 2012 relativamente a 2011. A região sudeste continua respondendo por mais de 50% do RSU coletados.

Distribuição da Quantidade Total de RSU Coletado (%)

Participação dos Principais Materiais no Total de RSU Coletado no Brasil em 2012


A quantidade de municípios com iniciativa de coleta seletiva aumentou pouco em todo Brasil. Na região Sul, em 2011, era 936 e subiu para somente 945 em 2012. 
A situação da destinação final adequada dos RSU no Brasil manteve-se inalterada em relação a 2011 com 58%, porém a destinação inadequada subiu de 23,2 milhões para 23,7 milhões de toneladas.
Ainda existem municípios na região Sul que dispõem seus resíduos em lixões. Com a nova Política Nacional de Resíduos Sólidos, estes terão que cumprir, até o dia 8 de agosto de 2014, as novas exigências. 
Clique aqui para fazer o download do documento.



segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Políticas Públicas Ambientais


As políticas públicas ambientais são uma das necessidades para que ocorra o desenvolvimento sustentável. É um conjunto de objetivos, diretrizes e instrumentos desencadeados pelo Estado, nas escalas federal, estadual e municipal, com vistas ao bem comum. Esta política tem como base os princípios constitucionais da precaução e prevenção.
Os instrumentos de política pública ambiental podem ser classificados em:
Comando e controle: Padrão de emissão, Padrão de qualidade, Licenciamento ambiental, Zoneamento ambiental, Estudo prévio de impacto ambiental, etc.
Econômico: Tributação sobre poluição, tributação sobre o uso de recursos naturais, incentivos econômicos para reduzir emissões, Criação e sustentação de mercados de produtos ambientalmente saudáveis.
Outros: Educação ambiental, Unidades de conservação, apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico e informações ao público.
Com base na Conferência de Estocolmo, foi criada a Política Nacional do Meio Ambiente através da lei nº 6.938/1981.
A Constituição Federal de 1988 estabeleceu a defesa do meio ambiente como um dos princípios a serem observados para as atividades econômicas em geral e incorporou o conceito de desenvolvimento sustentável no Capítulo VI dedicado ao meio ambiente.
A preocupação do poder público brasileiro com o meio ambiente fez surgir várias políticas: criação do código de caça, código florestal, código de minas, código de águas, educação ambiental, crimes ambientais e muitas outras.
Um marco importante para a política pública brasileira foi a Rio-92. A Conferência aprovou documentos como a Carta da Terra e a Agenda 21. Após, a Rio +10 e a Rio +20 onde se discutiram temas mundiais voltados ao meio ambiente, desde desenvolvimento econômico sustentável à erradicação da pobreza e diversos outros temas.
As questões aqui levantadas não esgotam o tema, que é amplo e cheio de especificidades. Vencer o desafio da sustentabilidade não é tarefa simples e exigirá a adoção de múltiplas estratégias para viabilizá-las. É preciso adequar as ações à realidade socioeconômica e ambiental específicas de cada região para que os esforços possam ser efetivos.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Projeto Banho de Energia


Projeto Banho de Energia, desenvolvido em parceria entre as Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), a Epagri e o Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR) está sendo implementado para 25 famílias de agricultores no município de Capão Alto, através das instalações do kit de trocador de calor, desde o mês de março deste ano.
A tecnologia criada pelo inventor catarinense José Alcino Alano é de baixo custo, fácil instalação e ambientalmente correta. Possibilita o aquecimento da água do chuveiro e da pia da cozinha utilizando o calor desperdiçado pelo cano do fogão à lenha que é muito utilizado nas residências, pelo frio rigoroso no inverno e, também, por uma questão de hábito no meio rural catarinense onde o fogo é feito desde a manhã e vai até o anoitecer.
Com 80% de seu custo subsidiado pelo programa de responsabilidade social da Celesc e 20% financiado pelo FDR, para pagamento sem juros e parcelado em 5 anos, o kit contendo um trocador de calor (peça de inox encaixada no cano do fogão), um boiler (reservatório de água em PVC revestido de isopor), chuveiro e encanamentos, foi adquirido seguindo critérios sociais, para que chegasse às famílias que mais precisam. 
A Epagri difundiu a tecnologia através de palestras, oficinas explicativas e acompanhamento das instalações. Em Capão Alto, uma das famílias de agricultores beneficiadas é a de Noredi Jordão, morador do Reassentamento Laranjeira, onde reside com a esposa Margarete Jordão e três filhos. Segundo o casal já é possível avaliar os benefícios que vão desde a economia no gasto de energia elétrica até o conforto de em uma manhã de geada ou até mesmo neve poder lavar a louça com a água aquecida. “Nunca tivemos água quente na pia e agora no chuveiro, mesmo nesses dias de geada de congelar os canos lá fora, a gente pode tomar banho numa água morninha”, conta Margarete.
Os depoimentos de famílias satisfeitas e que aprovaram a tecnologia tem despertado a atenção de outras famílias que procuram informação sobre como adquirir o kit, comprovando que boas ideias, com apoio de empresas públicas, podem gerar vários benefícios de economia de energia, preservação ambiental e melhor qualidade de vida às famílias catarinenses.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

SBPC e ABC manifestam preocupação quanto a exploração de gás de xisto no Brasil


No Brasil, boa parte do gás de xisto é encontrado nas mesmas bacias onde também existem as maiores reservas de água doce: Paraná e Amazônia. Esta exploração causa sérios impactos ao meio ambiente e à saúde.
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) enviaram carta à presidente da República, Dilma Rousseff, manifestando a sua preocupação com o anúncio da Agência Nacional do Petróleo (ANP) da decisão de incluir o chamado "Gás de Xisto", obtido por fraturamento da rocha (shale gas fracking), na próxima licitação, em novembro, de campos de gás natural em bacias sedimentares brasileiras.

Leia a carta abaixo:

São Paulo, 5 de agosto de 2013

SBPC-081/Dir.

Excelentíssima Senhora

Presidenta DILMA VANA ROUSSEFF

Presidência da República Federativa do Brasil

Senhora Presidenta,

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) manifestam a sua preocupação com o anúncio da Agência Nacional do Petróleo (ANP) da decisão de incluir o chamado "Gás de Xisto", obtido por fraturamento da rocha (shale gas fracking), na próxima licitação, em novembro, de campos de gás natural em bacias sedimentares brasileiras.

Apesar das notícias publicadas pela Agência Internacional de Energia dos EUA, que sugerem reservas de gás de xisto da ordem de 7,35 trilhões de m3 nas bacias geológicas do Paraná, do Parnaíba, do Solimões e Amazonas, do Recôncavo e do São Francisco (norte da Bahia e sul de Minas Gerais), e das estimativas da ANP, de que as mesmas podem ultrapassar no Brasil o dobro desse número, deve-se destacar o caráter totalmente preliminar dessas possíveis reservas, especialmente devido à falta de conhecimento, até o momento, das características petrográficas, estruturais e geomecânicas das rochas consideradas para esse cálculo, que poderão influir decisivamente na economicidade da sua explotação.

Por outro lado, a explotação de gás de xisto, apesar do sucesso tecnológico e econômico apresentado principalmente nos Estados Unidos, tem sido muito questionada pelos riscos e danos ambientais envolvidos. Enquanto o gás natural e o petróleo ocorrem em estruturas geológicas e nichos próprios, o gás de xisto impregna toda a rocha ou formação geológica. Nesta condição, a tecnologia de extração de gás está embasada em processos invasivos da camada geológica portadora do gás, por meio da técnica de fratura hidráulica, com a injeção de água e substâncias químicas, podendo ocasionar vazamentos e contaminação de aquíferos de água doce que ocorrem acima do xisto.

Por outro lado, os grandes volumes de água necessários no processo de extração, e que retornam à superfície, poluídos por hidrocarbonetos e por outros compostos e metais presentes na rocha e os próprios aditivos químicos utilizados, exigem caríssimas técnicas de purificação e de descarte dos resíduos finais.  A própria captação desta água pode representar uma forte concorrência com outros usos considerados preferenciais, como, por exemplo, o abastecimento humano.

É importante destacar, por exemplo, que boa parte das reservas de gás/óleo de xisto da Bacia do Paraná no Brasil e parte das reservas do norte da Argentina estão logo abaixo do Aquífero Guarani, a maior fonte de água doce de ótima qualidade da América do Sul. Logo, a exploração do gás de xisto nessas regiões deveria ser avaliada com muita cautela, já que há um potencial risco de contaminação das águas deste aquífero.

Nesse sentido, não é cabível que sejam imediatamente licitadas áreas de exploração a empresas, excluindo desta forma a comunidade científica e os próprios órgãos reguladores do País da possibilidade de acesso e discussão de todas as informações que poderão ser obtidas, por meio de estudos realizados diretamente pelas Universidades e Institutos de Pesquisas, com a finalidade de obter melhor conhecimento, tanto sobre as propriedades intrínsecas das jazidas e as condições de sua exploração, como das consequências ambientais dessa atividade, que poderão superar amplamente seus eventuais ganhos sociais.

Face ao exposto, e tendo em vista os resultados das discussões realizadas durante a 65ª Reunião da SBPC em Recife, Pernambuco, de 22 a 27 de julho de 2013, solicitamos à Presidenta da República, que seja sustada a licitação de áreas para explotação de Gás de Xisto, na 12ª Rodada prevista para novembro próximo, por um período suficiente para aprofundar os estudos, realizados por ICTs públicas, sobre a real potencialidade da utilização da fratura hidráulica e os possíveis prejuízos ambientais.

Muito Cordialmente,

HELENA B. NADER                                                   JACOB PALIS
Presidente da SBPC                                         Presidente da ABC

C/C:  Presidentes da Câmara e do Senado, ANP, CNPEM, MME, MCTI, MMA, CTPetro, FINEP, CNPq e  Sociedades Associadas à SBPC.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Novo Ranking da Sustentabilidade: Brasil Ocupa 45ª Posição



O Grupo Suíço de investimentos RobecoSAM, publicou o mais recente ranking da sustentabilidade.
No total foram avaliados 59 países: 21 desenvolvidos e 38 emergentes.  O Brasil está na 45ª posição com média 4,63. Entre os países analisados da América do Sul, o Brasil está atrás de Chile, Peru, Argentina e Colômbia.
O ranking está dividido em três categorias:
Meio Ambiente: Status, Energia e Riscos Ambientais;
Sociais: Indicadores Sociais, Desenvolvimento Humano, Greves e Gargalos;
Governança: Liberdade e Desigualdade, Competitividade, Riscos Políticos, Eficiência, Aplicação das Leis, Responsabilidade, Corrupção, Estabilidade, Qualidade Regulatória, Cuidados com a terceira idade e Instituições.
Foram um total de 17 indicadores que geraram uma nota de 1 a 10 para cada categoria. As pontuações finais desta estatística oferecem análises sobre os riscos e oportunidades de investimentos associado a cada país, permitindo que os investidores tomem melhores decisões.



terça-feira, 13 de agosto de 2013

A Monsanto quer dominar o Mundo


Entre as técnicas da biotecnologia encontramos os Organismos Geneticamente Modificados que utilizam a informação genética de um ser vivo em combinação com o material genético de outro. Com isso, podemos modificar o balanço nos nutrientes de um alimento, retirar algum componente ou acrescentar uma determinada resistência. Temos também plantas que podem resistir à pragas e a herbicidas.
A empresa Monsanto criou a soja transgênica que é resistente ao herbicida Roundup Ready. O problema que vou citar não é a produção da soja ou a possível redução na aplicação de herbicida na lavoura, mas a criação de dependência e dominação. Você não pode guardar sementes para plantar no ano seguinte, ou seja, torna o agricultor totalmente dependente da indústria. Além de ser obrigado a comprar a semente, tem que comprar o herbicida específico para esta semente. A empresa ganha duas vezes em cima do agricultor. Lendo alguns textos, vendo alguns vídeos na internet, vi que a Monsanto processou vários agricultores por terem guardado suas sementes.
Muitas pessoas que cultivavam o algodão transgênico na Índia se suicidaram porque a colheita não era boa e a dívida estava enorme. Sementes do Suicídio é o nome do livro de Vandana Shiva sobre o algodão. Recebeu prêmio Nobel alternativo.
No México, a cultura tradicional do milho crioulo não vence no preço do milho transgênico. Então, se quiser ganhar uma renda com o milho você tem que trocar para o transgênico ou então continuar plantando somente para sustentar sua família.  A pressão dos transgênicos tem ameaçado a preservação da base genética representada pelos cultivares tradicionais.
Parte da miséria e da fome pode ser culpa dessa “modernidade”. Vida de muitas famílias completamente dominadas por uma tecnologia que deveria ser só de benefícios. É claro que existem muitos agricultores ganhando dinheiro plantando transgênicos. Mas os ricos, os pobres, duvido. O empobrecimento do pequeno produtor rural aumenta a fome no campo e contribui para o êxodo rural.
E pouco se sabe sobre os efeitos com o uso a longo prazo para a saúde e o ambiente, não há nenhuma conclusão definitiva sobre o assunto. Quanto tempo demorou para provar que o CFC era prejudicial ao meio ambiente? E o DDT na agricultura? Alguns estudos sobre o milho da Mosanto já estão sendo realizados. Cientistas alegam que o milho NK 603 exposto ao herbicida glifosato apresenta maiores chances de desenvolver câncer e outras doenças graves.
No site da BBC é possível encontrar a lista dos transgênicos que já estão na cadeia alimentar.
Mas ainda temos muitos produtos que não são feitos a partir de alimentos transgênicos divulgados em outro site.


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Extração de petróleo pode ser a causa de terremotos


Bombeamento de água no subsolo é usado em grande quantidade para quebrar a rocha. Essa injeção é prática comum para extração de petróleo e gás natural e tem sido associada a eventos sísmicos.  A pesquisa foi feita pela Universidade de Columbia, Universidade de Oklahoma e Universidade de Cornell, e avaliaram o impacto de grandes terremotos ao redor do mundo e em áreas, nos Estados Unidos, onde ocorre esse tipo de atividade extrativista.
Em 2011, Oklahoma teve uma série de terremotos que inclui três de magnitude 5 ou superior. Destruiu 14 casas e feriu duas pessoas. Cerca de 18 anos atrás começaram a injetar água nos campos petrolíferos da região.
No estudo realizado por cientistas do Serviço Geológico dos Estados Unidos descobriram que os eventos de magnitude 3 ou superior tinha abruptamente aumentado em 2009, de 1,2 por ano, nos últimos 50 anos, para mais de 25 por ano.
Mas o sismólogo Austin Holand, do Serviço Geológico de Oklahoma, diz que, embora o estudo mostrasse uma potencial ligação entre o terremoto e a injeção de água, ainda é uma opinião dos que estão no levantamento geológico que esses abalos podem estar ocorrendo naturalmente.
"Há ainda muitas questões em aberto, e as investigações mais científicas estão em andamento nessa sequência de terremotos e muitos outros dentro do estado de Oklahoma", afirma ele.
O tema continua a ser debatido, especialmente no Reino Unido. Tremores provocados por grandes terremotos distantes já haviam sido identificados anteriormente. A novidade do estudo é ligar esse fenômeno natural ao fato de que algumas falhas geológicas têm se tornado mais frágeis e vulneráveis aos abalos devido a esse tipo de atividade humana.